sábado, 15 de novembro de 2014

verdade nº1 de um poeta em crise

Habitante de outro planeta,
num pulo volto a terra
ressurjo mais louco
mais sentimental
e cheio de amores.

Ao acordar
eu sinto tudo!
e espero
espero
espero
espero

Volto a ser quem eu era!
Um poeta 
viajante do tempo
cheio de desejos.

Será que faço sentido?

Aos meus leitores 
deixo uma única certeza
eu sinto
e por sentir
que sou tão confuso.

perdoe-me meus caros,
amigos, familiares,
amores e conhecidos
eu não passo de um sonhador.


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Versos de uma noite sem sigilos

Perdeu-se lentamente
entre raios poéticos
e masturbações de seu ego
Não pode mais
esconder-se
nem salvar a si.
O seu prazer
a arte
renasceu.
Enquanto morria
descalça
por todos os lados.
Voltou a seu ponto
E não conseguia parar
nem um minuto.
Respirar tornara-se difícil
o seu tesão era fogo
e sua alma era pó.
viciara-se em sentir
como uma ninfomaníaca
viciada em sexo.
 Desejava
descansar,
em paz.
Mas seu corpo
queria gritar.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Poesia musicada

Me diz amigo, o que aconteceu
com sua vontade de crescer.
Será que foram os homens?
será que foi a verdade?
Não pude entender.

Me diz amigo
quem você se tornou,
parece frio,
se esqueceu do amor

Não digo aquele
que é por toda vida
mas o outro
que nunca enxergou.

Querido amigo,
as veze sou impossível,
e mato os outros
com minha própria dor.

Você conhece,
tudo o que passei,
me viu perdido,
tentou me animar.

Então amigo,
tente não julgar
por tantos anos
não soube existir
me trouxe a vida
e por fim se mudou.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Carta para karolyne (mudança)

Karolyne sorria e meu mundo derretia,
como se tudo parasse,
e não houvesse guerras.
Como se a paz fosse o mais importante.

Karolyne falava tanto,
mas eu não entendia.
Porque quando me olhava,
eu sabia o que era tudo aquilo.

Enquanto seu mundo contava,
eu invadia uma zona perigosa,
onde ninguém mergulhara antes.

Karolyne sorria e eu derretia,
e tudo mudava,
como esta poesia,
que mudou tanto nos anos,
como eu mudei.

E não tinha nada a dizer,
sobre eu, mas,
karolyne sabia.

Que doce voz,
dava paz de escutar.

Mesmo que não fosse meu mundo,
mesmo que não me fizesse sentido,
escutava atentamente,
pois o medo de perde-la nunca me deixara.

Karolyne nunca sentiu o que senti,
nem nunca sentiria.
Eu não disse nada,
mas karolyne sabia.




terça-feira, 1 de abril de 2014

Decifra-me se for capaz

Peço-te,
saiba perdoar.
Perdoa-me
pelo meu eu,
palavras,
incontroláveis
e sujas.
Peço-te
perdoa-me,
pelo meu descontrole,
por assustar-te.
Mas eu
ei de ser louco.
Escute-me
atenciosamente,
não posso mais
ferir-te
pois fujo.
E aqui
desse lado
há medos,
há náuseas,
há uma fúria.
E dessa fúria
me refaço.
Não posso 
eu
ferir-te
nem mais
um minuto,
não conseguiria
perdoar-me.
Faça-te feliz,
deixo-te ir.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Poesia aos desesperados nº 2

Esse medo
corrói a alma,
minha alma
tornou-se pó.

Enquanto eu?
sou só mais um
descontente
vagando por ai

Devo-te muito
ao mesmo tempo
nada!

Escolhi ser
agora sofro
por existir

Não posso 
ouvir
estou surdo
cego
mudo

Mas ainda
tateio bem!

Decidi então
tatear-te
encontrei ai
um espelho meu

O que se vê?
o que se sente?
Simples,
sinto-me sucumbir.

segunda-feira, 17 de março de 2014

O ego

Nada mais grave
do que ser
existir
um peso
sem tamanho
e não me cabe
logo
ofereço-te 
meu eu
eu
eu 
eu 
eu
repetidas vezes
nada além disso
esforço-me
pra não doer
ergo-me
caminho
sonho
fumo
choro
amanheço
e morro
entenda-me se puder
mas peço-lhe
não fuja
pois eu
ei de sofrer